Notícias

Junho 2021

O asteroide (32400) Itaparica recebeu seu nome definitivo em homenagem ao Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI). Este asteroide está localizado na parte externa do Cinturão Principal de Asteroides e foi descoberto em 21/08/2000 pelo programa LONEOS no observatório Anderson Mesa, no Arizona (EUA). A divulgação da nomeação ocorreu em 11/06/2021 no WGSBN Bulletin da União Astronômica Internacional, com a seguinte nota:

"(32400) Itaparica = 2000 QK220 Discovery: 2000-08-21 / LONEOS / Anderson Mesa / 699 The Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI) is located in Itacuruba (PE) and is dedicated to the study of small Solar System objects. Its 1-m telescope, in operation since 2011, is the largest one in the northeastern region of Brazil."

Nessa mesma ocasião, mais dois asteroides descobertos pelo programa LONEOS receberam nomes de pesquisadores do projeto IMPACTON: o (30536) Erondón e o (33525) Teresinha, em referência a Eduardo Rondon e Teresinha Rodrigues, respectivamente:

"(30536) Erondón = 2001 OJ7 Discovery: 2001-07-17 / LONEOS / Anderson Mesa / 699 Eduardo Rondón (b. 1980) is a planetary scientist presently working at the Observatorio Nacional in Rio de Janeiro (Brazil). He specializes in observational and theoretical studies of small Solar System bodies."

"(33525) Teresinha = 1999 GG53 Discovery: 1999-04-11 / LONEOS / Anderson Mesa / 699 Teresinha Rodrigues (b. 1957) is a researcher at the Observatorio Nacional in Rio de Janeiro (Brazil). She played a fundamental role in the implementation of outreach programs at the Observatorio Astronomico do Sertão de Itaparica (Brazil) dedicated to the study of small Solar System bodies."

Também, dois ex-colaboradores do projeto IMPACTON, Mario De Prá e David Morate, deram nomes aos asteroides (30088) Deprá e (59970) Morate.

Anteriormente, em 13/04/2017, a cidade de Itacuruba foi homenageada com o nome do asteroide (10468) Itacuruba.

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Junho 2021

O programa "Ciência no Rádio" é uma parceria do Observatório Nacional com a Rádio MEC (AM 800 KHz, Rio de Janeiro). Levado ao ar desde 2015, entrevista pesquisadores sobre seus projetos em Astronomia, Geofísica, Metrologia em Tempo e Frequência, e assuntos científicos de momento.

As entrevistas versando sobre pequenos corpos do Sistema Solar e o trabalho do OASI podem ser ouvidas nos links listados abaixo:

Todas as entrevistas com pesquisadores do ON, sobre os diversos temas tratados, podem ser também acessadas no site do Observatório Nacional

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Outubro 2020

Devido à pandemia de COVID 19, o OASI não recebeu as tradicionais caravanas de público visitante durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Mas não deixou de participar de atividades virtuais, em parceria com o Espaço Ciência, com alcance em todo o Estado de Pernambuco.

"Menos luzes, mais estrelas. Como está o céu noturno de sua cidade?". Esta foi uma das atividades integradas, envolvendo instituições e o público interessado nos vários municípios. Os participantes observaram o céu durante o período da SNCT tendo como referência aplicativos instalados em celulares. Os dados obtidos poderão ser compilados para traçar um panorama do estado do céu, servindo de base para a formulação de políticas públicas sobre poluição luminosa. Ainda sobre o tema da Poluição Luminosa, foi realizado um bate-papo com a presença de Teresinha Rodrigues, pesquisadora da equipe do OASI, no dia 21/10.

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Julho 2020

Imagens do cometa C/2020 F3 Neowise foram obtidas pelo Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI) na última segunda-feira, dia 27 de julho. As imagens foram feitas com o telescópio ótico de espelho principal de 1,0 m de diâmetro. Apesar da boa localização do observatório, a posição do cometa, muito baixo no horizonte ainda iluminado pelo Sol, dificultou o uso da câmera CCD para realizar imagens durante a missão observacional em curso.

Na noite de 27 de julho a equipe que conduzia a observação remota do OASI obteve imagens que destacam a atividade nas proximidades do núcleo do cometa, envolto pela coma - nuvem de poeira e gás que circunda o núcleo cometário -, e a cauda.

Durante a observação, o cometa estava a uma distância de aproximadamente 108 milhões de km (0,724 ua) da Terra e com magnitude aparente de 5,1. As imagens foram realizadas em distintos tempos de exposição e filtros. Para as imagens coloridas, foram usadas cores reais obtidas pela integração dos filtros.

O cometa C/2020 F3 foi descoberto em 27 de março de 2020 pelo programa Neowise (Near-Earth Object Wide-field Infrared Survey Explore), da NASA. A aproximação máxima do Sol (periélio) ocorreu em 3 de julho e a máxima aproximação da Terra foi no dia 23 de julho.

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Julho 2020

O Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica completa 10 anos de instalação no município de Itacuruba, no Sertão pernambucano.

Os primeiros dados de ciência foram obtidos em março de 2011 e, desde então, o OASI está em operação contínua, gerando resultados científicos e formando pesquisadores.

Confira o vídeo a seguir.

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Junho de 2020

Me. Filipe Vieira de Melo Monteiro, aluno da Pós-Graduação em Astronomia do ON, defendeu a sua Tese de Doutorado no dia 22/06/2020. O trabalho intitulado "Propriedades física de asteroides em órbitas próximas da Terra determinadas a partir da análise de suas curvas de luz", sob a orientação da Dra. Daniela Lazzaro, foi desenvolvido a partir de observações realizadas no OASI.

Neste trabalho, foram obtidos dados fotométricos de aproximadamente 90 asteroides, em sua maioria membros da população dos NEOs, com o telescópio de 1 metro do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI, Itacuruba-PE) do projeto IMPACTON. O objetivo das observações foi determinar o período de rotação, a direção do polo de rotação e o modelo de forma dos objetos selecionados. Uma análise de séries de Fourier foi utilizada para derivar os períodos de rotação enquanto as direções do polo de rotação e os modelos de forma foram obtidos através da aplicação do método de inversão de curvas de luz.

Foram determinados os períodos de rotação de 44 NEOs e 10 de asteroides do Cinturão Principal, com valores entre 2 e 15 horas. Para outros 12 NEOs, foi obtida apenas uma estimativa para o período de rotação. A direção do polo de rotação e modelo de forma foram obtidos para 6 NEOs e um objeto do Cinturão Principal. Foi realizado um estudo detalhado do PHA (436724) 2011 UW158 cuja rotação rápida, de cerca de 36 minutos, foi utilizada para analisar sua estrutura interna restringindo a força de coesão necessária para mantê-lo intacto mesmo com a alta rotação. Por fim, foi investigada uma amostra de 27 NEOs candidatos a serem sistemas binários devido a apresentarem uma rotação de cerca de 2 horas e uma baixa amplitude da curva de luz. Foram encontrados indícios de binaridade para 12 desses objetos enquanto para outros 5, já confirmados como binários, foram investigadas suas propriedades físicas. Vale ser ressaltado que este estudo mostra que o binário 2017 YE5 possivelmente tem uma origem cometária, o que confirma a existência de cometas entre os NEOs.

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Maio 2020

No dia 7 de maio, o OASI juntou-se à comunidade científica na Marcha Virtual pela Ciência, organizada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Com atividades transmitidas pelas redes sociais ao longo do dia, o objetivo da manifestação foi chamar a atenção para a importância da ciência no enfrentamento da pandemia de covid-19 e de suas implicações sociais, econômicas e para a saúde das pessoas.

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Abril 2020

A pandemia do COVID-19 adiou a VI SPCSB que seria realizada em Campina Grande (PB), tendo o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) como sede. Porém, para marcar a bonita trajetória da Semana-Pop, como também é chamada, foi realizado um evento virtual com a participação das instituições organizadoras.

Coincidindo com o Centenário de Celso Furtado, o seminário comemorativo contou com a seguinte programação:

  • Importância da Gestão do Conhecimento e Popularização da Ciência - Ricardo Lima (INSA)
  • Os 10 anos do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI) e as ações de divulgação científica - Teresinha Rodrigues (ON)
  • Levando a Ciência ao Jovem - Roberta Cristina (Espaço Ciência)
  • A história da Semana de Popularização da Ciência no Semiárido Brasileiro - Antônio Carlos Miranda (UFRPE)
  • Celso Furtado e o Semiárido - Jonas Duarte (UFPB)

Notícias e fotos das edições anteriores da SPCSB podem ser conferidas na Galeria.

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Novembro de 2019

Pesquisadores e estudantes do Observatório Nacional conseguiram obter imagens do cometa interestelar 2I/Borisov, segundo objeto identificado como proveniente de fora do nosso Sistema Solar. As observações foram realizadas no OASI, na noite de 28 de novembro e registraram o cometa quando passou no Sistema Solar.

O cometa 2I/Borisov foi descoberto em setembro de 2019 e sua natureza interestelar foi publicada pelo Minor Planet Center (MPEC 2019-R106) da União Astronômica Internacional. No mesmo mês, observações obtidas com o Gran Telescopio Canarias (Espanha) permitiram identificar a coma - nuvem de poeira e gás que circunda o núcleo cometário -, a cauda e uma composição semelhante aos cometas do nosso Sistema Solar.

As imagens obtidas no OASI mostram uma coma bastante extensa e novas observações estão programadas para os próximos meses. O OASI, localizado no sertão pernambucano, foi instalado pelo projeto IMPACTON com o objetivo de estudar as propriedades físicas de asteroides e cometas do Sistema Solar, particularmente os que possuem órbitas próximas da Terra.

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Novembro de 2019

Me.Hissa Maria Lúcio Medeiros, aluna da Pós-Graduação em Astronomia do ON, defendeu a sua Tese de Doutorado no dia 25/11/2019. O trabalho intitulado "Propriedades Física de Asteroides" , sob a orientação da Dra. Daniela Lazzaro, foi desenvolvido também com observações realizadas no OASI.

Com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão da origem e evolução de diferentes populações de pequenos corpos, realizamos estudos sobre algumas propriedades físicas tanto obtidas da literatura quanto através de novas observações.

Inicialmente foi estudada a distribuição de frequências rotacionais de asteroides, do Cinturão Principal e da população dos objetos em órbitas próximas da Terra (NEA), pois esta poderia fornecer indícios sobre os processos de formação e evolução dos corpos. Contrário ao que se encontra na literatura vimos que os corpos maiores tem uma bidimensionalidade que pode ser um indicio da formação no disco plotoplanetário. Enquanto os NEAs apresentam uma uma distribuição Maxwelliana unidimensional, e isso pode ser devido à influência do efeito YORP em suas rotações.

Um segundo estudo foi feito objetivando um melhor entendimento da origem dos pequenos asteroides basálticos encontrados ao longo de todo o Cinturão Principal, através de um aumento no número de objetos com propriedades espectrais conhecidas. Primeiramente foram obtidos espectros no visível para 18 asteroides da região intermediária e externa do Cinturão Principal, candidatos a terem uma composição basáltica. Os parâmetros espectrais obtidos parecem indicar que os asteroides da região interna e da família dinâmica de Vesta, tem uma mineralogia distinta daquela dos objetos das demais regiões. Alguns desses asteroides são membros da família dinâmica de (221) Eos, sugerindo que este asteroide seria diferenciado, possibilidade já levantada por outros autores.

Em um outro estudo obtivemos espectros no visível e infravermelho próximo para seis asteroides candidatos a serem basálticos, ou do tipo-V, fora da família dinâmica de Vesta e identificados através das cores (Y - J) e (J - Ks) do catálogo MOVIS. Foram determinados seus parâmetros espectrais e comparados com aqueles dos meteoritos HED, de (4) Vesta e de (159) Magnya, o primeiro asteroide basáltico descoberto na região externa. A maioria dos asteroides apresenta parâmetros espectrais semelhantes aos dos meteoritos HED e de (4) Vesta, e apenas (2452) Lyot, localizado na região externa exibe quantidades de [Wo] e [Fs] menores, inclusive de (1459) Magnya. Também percebemos que os valores das razões das áreas mudam se são calculados após a remoção do contínuo ou não.

Continuando o estudo da população dos asteroides do tipo-V, visando impor vínculos sobre sua origem, passamos ao estudo das propriedades superficiais obtidas através de suas curvas de fase. Com dados obtidos através do OASI obtivemos a curva de fase do asteroide membro da família de (4) Vesta, (4038) Kristina, o qual, por ser pequeno assim como os demais objetos basálticos presentes no cinturão, poderia definir os parâmetros da superfície de objetos originários de (4) Vesta. Esses parâmetros seriam então comparados com aqueles do próprio (4) Vesta e de asteroides do tipo-V de outras regiões do cinturão encontrados na literatura. Entretanto, essa comparação se mostrou muito complexa tanto em vista das poucas curvas de fase disponíveis na literatura quanto aos diversos modelos utilizados pelos distintos autores. A curva de fase obtida para o asteroide (4308) Kristina, também se mostrou sem a completeza necessária para determinar de forma segura os parâmetros superficiais do asteroide.

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Agosto 2018

A exposição foi uma iniciativa da IAU, por ocasião da Assembleia Geral, realizada em agosto/2018, em Viena. Para isso, foi realizada uma chamada internacional visando reunir fotos tomadas em observatório de diferentes países, mostrando tanto a beleza do céu noturno quanto a perturbação causada pela poluição luminosa. O OASI participou com 6 imagens, todas de autoria do fotógrafo Chico Rasta.

A exposição pode ser visitada no seguinte vídeo:

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Outubro 2017

A Rede de Monitoramento de Meteoros do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (R-OASI) foi criada com o objetivo de criar um polo de estudos de meteoros tendo como referência o OASI instalado em Itacuruba (PE).

A primeira estação da rede foi instalada no próprio OASI, em maio de 2016, em pareamento com a estação de Arapiraca (AL) integrante da Rede de Monitoramento EXOSS. Até novembro de 2017 já foram registrados cerca de 600 meteoros, permitindo a determinação de mais de 30 órbitas.

A rede EXOSS, criada em 2015, com base no conceito de "Ciência Cidadã", conta atualmente com 44 estações, totalizando 61 câmeras de monitoramento principalmente localizadas no Sudeste do Brasil e na faixa do litoral. Maiores informações em press.exoss.org. A parceria com a R-OASI permitirá ampliar o alcance do videomonitoramento de meteoros na região Nordeste e sistematizar o estudo de suas das propriedades físicas.

A Rede OASI está sendo ampliada para permitir o pareamento com estações localizadas em instituições de ensino e pesquisa da região. Já foram formalizados planos de trabalho com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) para instalação de estações em Campina Grande (PB) e Recife (PE) e estão sendo buscadas as parcerias para alcançar, no mínimo, 10 câmeras em funcionamento em diferentes cidades.

A base do trabalho das redes de monitoramento de meteoros foi objeto da dissertação de mestrado de Marcelo de Cicco, orientada pela Dra. Daniela Lazzaro e defendida em setembro de 2017 no Programa de Pós-Graduação do Observatório Nacional com o título "Implantação de rede de observação de meteoros para o levantamento de suas propriedades dinâmicas e físicas visando a identificação de seus radiantes e corpos parentais".

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Abril 2017

No dia 13 de abril de 2017, durante o congresso científico "Asteroids, Comets, Meteors - ACM", realizado na cidade de Montevidéu (Uruguai), foi anunciado que o asteroide número 10468, descoberto em 1981, passará a se chamar "Itacuruba". Assim, o pequeno município de pouco mais de 4 mil habitantes, situado no sertão de Pernambuco, a 465km de Recife, terá seu nome eternizado no espaço.

O nome foi sugerido pela equipe do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), como uma homenagem à cidade onde está instalado. No OASI é desenvolvido o projeto IMPACTON, do Observatório Nacional, dedicado ao estudo de propriedades físicas de asteroides e cometas, particularmente daqueles que possuem órbitas próximas e são potencialmente perigosos para a Terra. O telescópio operado no OASI é o segundo maior em solo brasileiro.

O asteroide "10468 Itacuruba" está localizado no cinturão principal de asteroides, região do Sistema Solar entre os planetas Marte e Júpiter. Tem um período orbital de 3,58 anos em torno do Sol e um tamanho estimado entre 2 a 5 km de diâmetro. Foi descoberto em 1 de março de 1981 pelo astrônomo Schelte J. Bus no observatório de Siding Spring, na Austrália e, até então, tinha a denominação provisória de "1981 EH9".

Pelas regras da União Astronômica Internacional (UAI), quando um novo asteroide é descoberto, seus descobridores têm o direito de sugerir um nome, que deve ser submetido à aprovação da comissão específica da UAI. Entretanto, é comum que membros de grandes projetos de monitoramento de asteroides "cedam" a prerrogativa de sugerir nomes a grupos e instituições de ensino e pesquisa. Desta forma, já se tornou tradição que o congresso ACM, realizado a cada três anos em diferentes cidades do mundo, homenageie pesquisadores e instituições de destaque na área. No Brasil, alguns astrônomos e personalidades já foram homenageados. Entre as poucas cidades brasileiras eternizadas no céu, Itacuruba é a primeira do sertão.

A homenagem a Itacuruba é, antes de tudo, um agradecimento à população do município que acolheu a construção do OASI, que entrou em operação em 2011. Mas também tem o objetivo de chamar atenção para a preservação do céu noturno da região semiárida brasileira. Por suas características climáticas e a ainda baixa poluição luminosa, o sertão oferece a todos, astrônomos ou não, a maravilhosa oportunidade de contemplação do céu. Locais como esses devem ser preservados como patrimônio da humanidade para as gerações futuras.

A nominação foi oficializada através da Circular do Minor Planet Center MPC-103975, com a seguinte descrição: "Itacuruba, também conhecida como Nova Itacuruba, é uma cidade no estado de Pernambuco, Brasil, e sede do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI). A cidade original foi inundada em 1988 para formar o Lago de Itaparica".

Informações técnicas sobre o asteroide e um diagrama interativo da sua órbita estão disponíveis neste link da página do Minor Planet Center.

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Novembro 2016

Artigo de Teresinha Rodrigues e Daniela Lazzaro, pesquisadoras do Observatório Nacional - Projeto IMPACTON, para o Jornal da Ciência, discute a relevância que a recentemente extinta ReNE teve na implantação do projeto.

Leia aqui a matéria completa

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Setembro 2016

No último dia 7 de setembro, o asteroide 2016 RB1 ocupou o noticiário por sua aproximação da Terra, cerca de 34.000 km de altitude, aproximadamente a mesmo que o chamado "anel geoestacionário" onde a maioria dos satélites de telecomunicações reside. Apesar de ter sido descoberto apenas 24 horas antes da maior aproximação, a determinação de sua órbita afastou qualquer possibilidade de impacto com a Terra.

O "NEO Coordinator Centre" da ESA, dedicado ao estudo de asteroides em órbitas próximas da Terra, acionou sua rede de colaboradores para observar o objeto, tomando imagens para a determinação de seu comportamento frente ao campo gravitacional do planeta.

A excelente qualidade das imagens obtidas por Filipe Monteiro, aluno de doutorado do ON, com o telescópio do OASI foi divulgada pela ESA para mostrar o movimento do 2016 RB1 no céu da manhã de 7 de Setembro.

Mais informações no link da ESA.

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Setembro 2016

O projeto MarcoPolo-M5 está sendo proposto à Agência Espacial Europeia com o objetivo de trazer à Terra uma amostra de asteroide, num esforço de caracterizar as famílias de objetos em órbitas próximas da Terra e conhecermos sua composição. Já a Asteroid Redirect Mission (ARM), em desenvolvimento pela NASA, pretende visitar um grande asteroide e trazer um pedaço dele para uma órbita ao redor da Lua, para estudo e uma futura missão tripulada.

Dois alvos têm sido considerados para essas missões por suas propriedades dinâmicas: os asteroides 2008 EV5 e 1993 HA. No entanto, como ainda não são suficientemente conhecidos, estão sendo realizadas observações para melhor definir esses alvos.

O OASI participou do trabalho em que foram realizados estudos espectroscópicos dos asteroides 2008 EV5 no observatório ESO-VLT (Paranal, Chile) e do 1993 HA no observatório ESO-NTT (La Silla, Chile). No OASI foi realizada a fotometria visível do objeto 1993 HA.

Os resultados indicam que o 2008 EV5 é um tipo de objeto recomendado para a missão ARM e que, a confirmar com estudos posteriores, o objeto 1993 HA parece ser também um alvo favorável para a missão MarcoPolo-M5.

O trabalho completo foi aceito para publicação no periódico Astronomy & Astrophysics: Perna, D.; Popescu, M; Monteiro, F.; Lantz, C.; Lazzaro, D.; Merlin, F. "An investigation of low-ΔV near-Earth asteroids (341843) 2008 EV5 and (52381) 1993 HA".

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Julho 2016

Filipe Vieira de Melo Monteiro, aluno da Pós-Graduação em Astronomia do ON, defendeu a sua Dissertação de Mestrado no dia 25/07/2016. O trabalho intitulado "Objetos em órbita próxima da Terra: Um estudo de suas propriedades físicas", sob a orientação da Dra. Daniela Lazzaro, foi desenvolvido a partir de observações realizadas no OASI.

Foram obtidos dados fotométricos de 35 objetos em órbitas próximas da Terra (NEAs), que foram usados para determinação de períodos de rotação, estimativas de forma e de direção do eixo de rotação. O trabalho contribui para aumentar a amostra de objetos próximos da Terra com propriedades rotacionais determinadas, melhorando as estatísticas de comportamento desses objetos.

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Maio 2016

A SPCSB é uma parceria entre o Observatório Nacional, Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Espaço Ciência (SECTEC/PE) e Representação Nordeste do MCTI (ReNE), com o objetivo de promover ações de sensibilização para a ciência e o meio ambiente na região semiárida brasileira.

Em sua segunda edição, de 18 a 20 de maio, o evento foi sediado nos municípios pernambucanos de Floresta e Itacuruba e contou com uma oficina de vivência audiovisual com os alunos da Escola Capitão Nestor Valgueiro de Carvalho dirigida pela equipe especializada do INSA. O resultado foram dois vídeos que incluíram a visita dos participantes ao OASI e que podem ser assistidos a seguir.

Veja também mais informações na Galeria de Eventos

Resumo da 2ª SPCSB

Documentário "Os Guardiões da Galáxia no Semiárido"

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Abril 2016

Desde Setembro de 2015, o OASI vem colaborando com o projeto NEOShield-2, dedicado à ciência e tecnologia para a prevenção de impactos de objetos em órbitas próximas da Terra. As observações realizadas no OASI, em Itacuruba (PE), são analisadas em conjunto com a equipe do Instituto Nazionale di Astrofísica (INAF) em Roma, Itália, e publicadas nos boletins do Minor Planet Center (MPC) da União Astronômica Internacional (IAU).

Até Março/2016, os resultados obtidos pelo OASI podem ser conferidos nos seguintes boletins, disponíveis no site do MPC

  1. MPEC, 2015RB37, R175 (2015)
  2. MPEC, 2015RK37, R178 (2015)
  3. MPEC, 2015RL82, S209 (2015)
  4. MPEC, 2015RO82, S12 (2015)
  5. MPEC, 2015RQ82, S14 (2015)
  6. MPEC, 2015RS83, S36 (2015)
  7. MPEC, 2015SB, S43 (2015)
  8. MPEC, 2012VE46, T119 (2015)
  9. MPEC, 2015TM238, U09 (2015)
  10. MPEC, 2015TS238, U14 (2015)
  11. MPEC, 2015WK, W28 (2015)
  12. MPEC, 2015WZ, W30 (2015)
  13. MPEC, 2015XB379, Y26 (2015)
  14. MPEC, Comet P/2008Y2=2016A9 (Gibbs), C42 (2016)
  15. CBET, Comet P/2016 A9 = P/2008 Y2 (GIBBS), 4253 (2016)
  16. MPEC, 2016EG1, E28 (2016)
  17. MPEC, 2016EK1, E31 (2016)

Abaixo, detalhe do Boletim MPC com resultados que levaram à determinação da órbita do objeto 2012 VE46, considerado "perdido". São destacados a magnitude visual do objeto (20,0) e a identificação do OASI por seu código internacional (Y28 OASI, Nova Itacuruba).

 

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Março 2016

A ExoMars é uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA) em colaboração com a Rússia que foi lançada rumo à Marte no dia 14 de março de 2016. Devido à sua trajetória semelhante (no sentido oposto) à de um asteroide em rota de colisão com a Terra, o Centro de Coordenação de Objetos em órbita próxima da Terra (NEOCC) da ESA, coordenou uma campanha internacional com o objetivo de obter observações da sonda ExoMars a partir da Terra.

A pronta observação de objetos em movimento muito rápido, com efemérides mal definidas, num pequeno intervalo de tempo e com uma mínima janela de visibilidade é um cenário muito similar ao que deverá ocorrer em caso de descoberta de um asteroide em rota de iminente colisão com a Terra. Assim, o NEOCC acionou sua rede de observatórios colaboradores localizados no hemisfério Sul, de onde a sonda ExoMars poderia ser observável, inclusive o Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI, Itacuruba, PE).

Algumas horas após o lançamento, o NEOCC começou a receber informações dos observatórios envolvidos na campanha. Depois de algumas más notícias, devido a condições meteorológicas adversas ou problemas técnicos, foi finalmente recebida a primeira detecção positiva no início da noite, obtida por observadores na Austrália, utilizando um telescópio de espelho de 1 metro. Logo em seguida, o Observatório Stardome em Auckland (Nova Zelândia) reportou observações por cerca de 25 minutos, incluindo um pedaço do resto dos motores usados no lançamento. De fato, a detecção da sonda ExoMars deveria estar acompanhada da observação desse "lixo".

Logo antes da meia-noite o evento pôde ser testemunhado ao vivo por Sergio Silva, pós-doc do ON, utilizando o telescópio do OASI (Itacuruba, Brasil). As imagens obtidas são surpreendentes: a sonda aparece como um objeto brilhante envolto por ao menos seis outros pontos menos brilhantes - sobras da ejeção dos motores - se movendo junto a ela no céu (imagens abaixo). A trajetória calculada por nosso colaborador Marco Micheli do NEOCC/INAF (Roma, Itália) a partir destas imagens mostrou que a sonda estava na órbita correta em direção ao planeta Marte. Com a ExoMars desaparecendo com segurança no espaço profundo, a campanha do NEOCC foi concluída.

Esse resultado obtido pelo OASI, assim como outros de detecção de objetos considerados "perdidos" por observatórios do hemisfério Norte, têm sido possível graças à infraestrutura instalada no sertão pernambucano, à qualidade de sua equipe de observadores e à inserção do projeto nos esforços internacionais que visam minimizar os efeitos do choque de um objeto em órbita próxima da Terra.

Link oficial da notícia

 

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Maio 2015

Em 29/05/2015, o Me. José Sergio Silva Cabrera defendeu a sua Tese de Doutorado intitulada "Propriedades rotacionais, direção de polo e modelo de forma de asteroides em órbita próxima da Terra: Primeiros resultados do Projeto IMPACTON", sob a orientação da Dra. Daniela Lazzaro. Esta foi a primeira tese desenvolvida quase exclusivamente a partir de dados do Projeto IMPACTON. Através da obtenção de curvas de luz em diferentes épocas ao longo de 4 anos, o trabalho possibilitou a determinação de períodos de rotação precisos para 19 asteróides próximos da Terra e estimativas de período para outros 9 asteroides. Os dados também possibilitaram a determinação da orientação do eixo de spin e modelos de forma para 8 novos asteróides, o que incrementa em 40% o número de pequenos corpos para os quais estas propriedades físicas são conhecidas.

 

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Setembro 2014

Observação do Cometa C/2011 J2 (LINEAR), confirmando a formação de um núcleo secundário no objeto que já estava em processo de fragmentação desde 27 de agosto. As observações no OASI foram reportadas ao Minor Planet Center e publicadas na Circular 2014-R69 e nos telegramas da IAU, CEBET 3979 (2014).

 

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Setembro 2014

A visita do Dr. Gonzalo Tancredi, da Udelar (Uruguay), inaugurou a operação conjunta do OASI e do Observatório Astronômico Los Molinos (OALM) em campanhas de observação astrométrica e fotométrica. Além do Cometa C/2011J2, foram observados Asteroides em Órbitas Cometárias (ACOs) para detectar sua possível atividade. Com base na lista apresentada por Tancredi (2014, Icarus, 234, 66), foram selecionados os asteroides visíveis no OASI a serem observados ao longo dos próximos meses. A continuidade do trabalho permitirá:

  • aprimorar as órbitas destes objetos, obter curvas de luz que permitam determinar seus períodos de rotação e suas formas através de técnicas de inversão e determinar cores fotométricas para caracterização de suas superfícies,
  • melhorar as estimativas de parâmetros físicos relevantes como estado rotacional, tamanho, fração de área ativa da superfície e classe taxonômica,
  • contribuir, no Hemisfério Sul, com dados relativos a asteroides potencialmente perigos para a Terra.

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Julho 2014

O Observatório Nacional e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI) assinaram um Acordo de Cooperação Técnico-Científica para desenvolver atividades conjuntas de preservação ambiental na área do OASI, região de Itacuruba (PE). Em setembro/2014, o OASI recebeu a visita do Dr. Salomão Medeiros, pesquisador do INSA, para discussão dos primeiros projetos da colaboração.

 

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Janeiro 2014

Desde janeiro de 2014 as observações do OASI vêm sendo realizadas a partir da Sala de Observações Remotas instalada na Coordenação de Astronomia e Astrofísica - COAA/ON, no Rio de Janeiro. Da mesma forma que as missões de observação presenciais no OASI, as observações remotas são realizadas durante os 15 dias em torno da Lua nova de cada mês.

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Fevereiro 2013

O Centro de Corpos Menores (Minor Planet Center - MPC) da União Astronômica Internacional atribui a cada observatório em funcionamento um código único de identificação para ser utilizado em diversos serviços de geração de efemérides ou cartas de identificação, entre outros, bem como em softwares de uso profissional e amador.

Para obtenção deste código é necessário reportar ao MPC as observações astrométricas de um ou mais asteroides conhecidos. A partir do trabalho de mestrado desenvolvido pelo Me. Mario de Prá, foi implementada uma rotina para a submissão de dados astrométricos no formato específico requerido pelo MPC, e com os resultados das observações de mais de 20 objetos, o OASI ganhou finalmente em fevereiro de 2013 o seu código de identificação: Y28

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Agosto 2012

Na noite de 24 de agosto de 2012, o telescópio do projeto IMPACTON foi testado pela primeira vez para observar a ocultação de uma estrela por um corpo menor do Sistema Solar, no caso Plutão. A sombra da ocultação passou pela América do Sul, sendo Itacuruba um dos lugares melhor localizados para a observação do fenômeno. Cabe destacar que, devido às condições meteorológicas em outros observatórios, o OASI foi o único a registrar o evento.

As observações foram realizadas no filtro R, e foram tomadas mais de 300 imagens com um tempo de esposição de 3 segundos cada uma. O tempo morto de leitura do CCD foi otimizado, ficando em menos de 1 segundo. A figura abaixo mostra a curva fotométrica da estrela (Plutão não é observado diretamente na imagem). A curva apresenta uma queda no instante da ocultação, com o centro do evento em 00h 34m 12s UT e uma duração de aproximadamente 250 segundos.

Este tipo de observação não está entre as prioridades do OASI, mas representa o que denominamos alvo de oportunidade. Os resultados devem contribuir para o aprimoramento de diversos parâmetros físicos e dinâmicos do planeta anão e colocam o OASI no âmbito das grandes campanhas mundiais para observação destes fenômenos.

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Maio 2011

O asteroide 2011 GP59 foi descoberto em 9 de abril de 2011 no Observatório Astronômico de Mallorca Espanha). Os cálculos de sua trajetória indicaram logo que o objeto, de cerca de 50 metros de diâmetro, teria uma grande aproximação à Terra em 15 de abril, chegando a uma distância de apenas 0.0036 Unidades Astronômicas desta. Isto equivale a cerca de 533 mil quilômetros, ou seja, a distância Terra-Lua.

Resolvemos observar este asteroide do OASI na noite anterior à sua máxima aproximação com o objetivo não apenas de aprimorar sua órbita e determinar suas propriedades fotométricas, mas também como teste dos equipamentos instalados no OASI. A observação era bastante complexa em vista da grande velocidade relativa do asteroide, chegando a quase 8 quilômetros por segundo no momento da observação. O apontamento e acompanhamento diferencial (não sideral) do telescópio se mostraram perfeitos, possibilitando a observação do asteroide por cerca de uma hora e meia. Durante este período foram obtidas cerca de 500 exposições de 1 segundo cada uma no filtro R e cerca de 200 exposições, também de 1 segundo, no filtro V. Os dados foram reduzidos utilizando o pacote de redução automática do IMPACTON, mostrando uma variação de brilho (ou magnitude) extremamente rápida, conforme pode ser visto nas figuras abaixo para os filtros R (esquerda) e V (direita).
    

A análise destes dados permitiu calcular o período de rotação do asteroide, que é de apenas 7,33 minutos; isto quer dizer que seu brilho varia em menos do que 4 minutos. Vale aqui mencionar que a rotação média dos asteroides do Cinturão Principal é de cerca de 5 horas. Esta velocidade de rotação em torno de seu eixo indica que este objeto é muito provavelmente monolítico, com uma grande coesão interna. A amplitude da curva de luz de 1.8 magnitudes também indica um corpo bastante alongado. Nas figuras abaixo podem ser vistos, em cores, os dados observados, no filtro R e V, sobrepostos a uma curva, em preto, que corresponde a um período de 7,33 minutos.


    

Para saber mais sobre asteroide 2011 GP59 clique aqui.

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